Cathrine Clarke nasceu em Santos, São Paulo, passou parte de sua juventude na Inglaterra e, de volta ao Brasil, radicou-se no Rio de Janeiro. Graduada em Letras e tendo como hobby a pintura, descobriu o caminho para a jóia conceitual. A iniciação no métier veio por intermédio do aprendizado na arte da Ourivesaria. Em seguida, aperfeiçoou-se estudando Desenho de Jóias e Modelagem em Cera. O uso freqüente de gemas nas peças levou-a ao curso de Gemologia. Hoje, dedica-se ao estudo das Teorias de Arte Contemporânea, para melhor inovar e experimentar ao criar. Seu atelier, Kate’s Jewelry, fica no Leblon. Voltada para a Nova Joalheria, integra o grupo Magma, que tem mostra permanente na Galeria de Arte do Paulo Nogueira, em Búzios. Os critérios do grupo que determinam o uso dos materiais são simbólicos e experimentais, remetendo a origens e conceitos, e subordinados apenas às intenções por detrás das criações artísticas. Kate recebeu prêmios nacionais e internacionais, como do concurso de Design de Pérolas do governo japonês, em 2001, e do grupo suíço Europa Star, no ano seguinte. O Itamaraty convidou-a para participar com sua joalheria de arte do programa no exterior de promoção do Brasil e seu design. Os editores da revista Couture International Jeweler nomearam a joalheira uma das melhores designers da atualidade. A artista expôs peças na América do Sul: Casa França-Brasil, Congresso Nacional, Fórum Mundial de Turismo, Unctad - Brasil, Argentina, Chile; na Europa: Suíça, Inglaterra, Espanha, Portugal; na Ásia: Tokyo, Hong Kong; e nos EEUU: Nova York, Las Vegas e Tucson. Participou mais recente de exposições no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, na I Bienal Brasileira de Design, em São Paulo, e no Jóia Brasil, no Rio de Janeiro. No momento, exibe jóias inventivas em galerias de arte em Búzios, Rio de Janeiro, São Paulo, e na coleção dos designers brasileiros do museu californiano do Instituto Gemológico da America (GIA), em Carlsbad, a qual ajudou a formar ao indicar nomes. Consciente dos problemas que ocorrem hoje na ecologia, a autora externa suas preocupações quando cria. A atenção da Kate está mais voltada para a atividade do meio natural do que sua produção, cores e formas, que são apenas parte dos aspectos físicos da obra. Para ela, a natureza é sinônima de singularidade, onde nada se repete, onde cada gema é única e, por isso, procura preservar as características inatas, como inclusões, fraturas e linhas de crescimento. Em um processo invertido, ao invés de lapidar os brutos para adaptá-los aos projetos, a joalheira tem dado forma às peças a partir da originalidade das gemas. O resultado é um exclusivíssimo acervo de jóias, com design contemporâneo. Nas coleções mais recentes, jóias geométricas remetem às concepções, entre outras, de “tempo/espaço” e “produção artística”, e espaços visuais harmonizam os diversos materiais: aço e prata inoxidáveis, paládio, ouro, gemas. Teve sua obra publicada no livro do Claude Mazloum, Os designers de jóias do século XXI, Roma; no da Glória Corbetta, Joalheria de arte, Porto Alegre; e no da Joice Joppert, Um olhar sobre o design brasileiro, São Paulo; e em revistas, tais como: A World of Dreams, Paris; Arte y Joya, Barcelona; Collection, Beirut; Couture International Jeweler, Genebra; Eurodesign Dossier, Barcelona; Gems & Jewellery, Bancoc; Goldschiede Zeitung, Stuttgart; GZ Design + Art, Stuttgart; Isto É, São Paulo; J.Q.Magazine, Sonoma; Jewellery World Review, Bangcoc; L’Orafo, Milão; Nexos, da American Airlines, México; The Basel Magazine, Londres; The Loupe, GIA; Trends & Colours, Genebra; Trends & Colours, Sonoma; Veja, São Paulo; Ventura, Rio de Janeiro; Words and Pictures, Kirkland; World One Journal, Baden-Baden. A autora dá palestras e escreve artigos, críticas e biografias sobre a joalheria, tal e qual para a revista bilíngüe Ventura e a revista de arte Guia Atelier, ambas do Rio de Janeiro.